
Olá pessoal, tudo joia?
A cada momento vejo o quanto a Internet tem possibilitado N novas descobertas, oportunidades, N novos mundos. Mas o que mais me chama a atenção é que essas possibilidades não estão aí para serem impostas, hoje o "esquema mudou de figura" (como costumo dizer).
Marcelo Tripoli - CEO da Agência Digital ithink (quem eu sou uma admiradora convicta) costuma ilustrar isso com a famosa imagem do consumidor com o controle remoto na mão (vide neste post), pois agora quem define o que ver, ler, conhecer, falar sobre é o consumidor, é a pessoa que está do outro lado do computador - e estendendo isso um pouco mais - do jornal da tv, do rádio (e afins).
E ao contrário do que muitos dizem, a Internet não é um mundo a parte de outras midias tradicionais como Tv, rádio, jornal, e afins. A Internet é complementar e parceira de tudo isso. É nela que podemos ter visões amplas e diferenciadas de assuntos,noticias até mesmo as propagandas entram neste processo, pois muitas vezes um anuncio veiculado nas midias tradicionais tem a real possibilidade de amplamente apresentado na Internet -seja no site da empresa, como nas chamadas redes sociais, por ex. - onde pode-se conhecer a campanha inteira do tal anuncio bem como tudo o que está por trás dele.
Porém ao mesmo tempo que ela possibilita essas oportunidades e descobertas,possibilita também a multiplicação negativa das mesmas, o que eu tenho descrito ultimamente de banalização.
Isso é bastante perceptivel nas redes sociais onde com a multiplicação de oportunidades, de usuários, de informações, possibilitou esta banalização, onde fatos, aspectos relevantes e irrelevantes em geral são abordados com a mesma importância e significância (existe essa palavra?).
Vamos dar um exemplo:
Desde o inicio deste ano estou no Twitter, uma rede social considerada um microbbloging onde você basicamente você diz o que está fazendo e pode encontrar (e seguir)pessoas do mundo inteiro que de alguma forma você possui uma certa afinidade e, caso seja reciproco, esta pessoa também o seguira. Assim, você acompanha estas pessoas e através dela descobre as tais novas oportunidades que falamos no começo (e como elas divulgá-las).
Até aí, tudo bem.
O problema é que tenho visto ultimamente uma certa discrepância na forma que esta rede social está sendo utilizada. Ao contrário de buscar pessoas com afinidades de idéias e conteúdos, há pessoas que querem é angariar novos seguidores (como são chamados no twitter) pura e simplesmente para ter um numero significativo apresentado no seu perfil de Twitter e o pior fazem isso uma propaganda exacerbada da mesma.
Temos recentemente um caso que exemplifica bem isso: Ashton Kutcher - marido da atriz americana Demi Moore - fez campanha para ter mais seguidores que a CNN, especificamente a ideia seria ver quem chegaria a 1 milhão de seguidores primeiro. Apesar de ter um certo cunho social nesta campanha (quem ganhasse doaria mosqueteiros para a população da Malásia - que adoecem e até morrem por conta das precaríssimas condições de vida de lá), o foco definitivamente não foi esse.
Sinceramente não sei o que foi pior, ver esta Campanha com este foco ridiculo, ou ver que tinha zilhões de twitteiros, inclusive brazucas, monitorando e divulgando cada novo seguidor. [Para quem interessar possa, o Ashton ganhou]
Veja bem, não estou dizendo que devemos dificultar o acesso de todos à essas novas redes, bem pouco defender que o Twitter (no caso exemplificado aqui)seja um espaço apenas de coisas cultas e relevantes. Não mesmo.
Apenas acredito que tudo tem um limite, saber de campanhas bizarras como essa é no minimo divertido, agora se aficcionar e viver por conta disso é outro "esquema" bem mais complexo (como eu costumo dizer).
Por ser um assunto que acredito ser de relevante discussão, mandei um email sobre isso (que chamei de carta aberta) para algumas pessoas que considero que têm pontos de vista bastante criticos em relação a este assunto. Estou aguardando a resposta e também, a autorização para divulgar a resposta por aqui.
Enquanto isso, seja livre para discutir este assunto. Todos os comentários serão bem vindos.
Beijos e afagos
@nanda_nogueira
2 comentários:
olha, não sei porque o pessoal se incomoda tanto com esse uso do twitter (de ter milhares de seguidores sabe-se lá pra quê).
concordo que fazer disso um objetivo de vida é errado, mas o que em exagero é bom nesse mundo?
Caro Felipe Barros,
Como disse no post a questão não é a popularização do Twitter, mas as suas consequências e possível banalização. Quando me deparei com pessoas monitorando de forma intensa cada seguidor do bendito marido da Demi Moore, e divulgando sobre isto como se fosse O assunto da semana, isso sim me preocupou.
É justamente o que você disse, exagero sempre faz mal.
Mas dê uma olhada no comentário do Edney Souza (mais conhecido como @interney), e verá que há novas possibilidades de análise deste tema.
Abraços
@nanda_nogueira
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