quarta-feira, 22 de abril de 2009

Popularização x Banalizações na Net : algumas análises bem interessantes

Olá pessoal, bom dia.

Depois do último post sobre popularização x banalização na Internet, eu realmente mandei os tais emails para algumas pessoas, além de utilizar o teor do post em alguns coments dos blogs especializados.

Fiquei muito feliz com as respostas que recebi e tenho recebido a cada dia desse pessoal, e todas com muito conteúdo, com uma analise muito madura e diferenciada.

Vou começar com um coment do Edney Souza, mais conhecido como Interney, um cara que considero SUPER como pessoa e profissional, pelas poucas conversas que tive com ele, por tudo que vejo que ele tem falado, feito e comentado sobre o mundo da Internet. Iniciou na Internet em 1997 e fez o seu blog em 2001 - já me disseram que foi o 1o. blog do país. Já viu que o rapaz tem gabarito pra falar sobre este cyberespaço certo?

O conheci mesmo (apesar de virtualmente) pelo Twitter e depois por email. Posso dizer claramente (mesmo sem conhecer pessoalmente) que ele é uma ótima pessoa, super gente boa, e aberta para novas discussões, para ensinar novos integrantes deste mundo (como eu!) como funciona este mundo e como viver nele (rsrsrs).

Só para vocês terem uma noção, e perceberem que isto não é bajulação puramente ;), segue abaixo a resposta dele do meu email.

PÁRA, LÊ E REFLETE OK?

Fernanda,

Estamos vivendo uma mudança significativa em como se pratica comunicação. Antes a sociedade convivia com editores (que muitas vezes eram censores), esses decidiam o que ia ou não ia para a TV, Rádio, Jornais, Revistas, etc. Se um editor não acreditava que aquele conteúdo tinha valor ele era descartado e as conversas banais eram restritas aos bares, salões de beleza, pontos de ônibus entre outros espaços públicos.

Com a democratização da mídia todo mundo passa a ser o editor de si mesmo, e nesse momento entramos em conflitos de escolhas, gostos, personalidades, regionalizações, etc. É o momento onde o mais fútil, cruel e inútil de cada um se revela, não há quem censure o indivíduo e além disso ele não foi educado e preparado para todo esse poder, a primeira reação é falar bem alto pra todo mundo ouvir aquele grito preso na garganta.

Por exemplo, é comum gente que monte blog para ofender outras pessoas sem saber que pode ser indiciado por calúnia e difamação, gente que faça blog para divulgar filmes e músicas piratas sem saber que isso é crime, há uma ignorância generalizada sobre direito autoral numa época que TODOS são autores.

Temos aí, na minha opinião, um problema crônico de educação de uma geração que não foi preparada para conviver com o poder da publicação, mesmo quem estudou comunicação não foi preparado para isso pois o editor seguia orientações de alguém que seguia orientações do anunciante que seguia orientações dos institutos de pesquisa, que seguiam orientações do governo e por aí vai. A informação nunca foi livre como é hoje e ainda não nos acostumamos a lidar com isso.

Nesse cenário de caos o mais natural é que tudo se "banalize" mas não vejo aí um problema, na verdade ao banalizar tudo o indivíduo repensa a relevância do canal que tem em suas mãos e muitas vezes passa a usar de forma mais responsável. Talvez a banalização seja um processo necessário para a conscientização dentro das opções que temos atualmente.

Espero ter contribuído para sua reflexão.

[]´s
Edney


Agora tire suas próprias conclusões e fiquem à vontade para comentar sobre,ok?


Beijos e afagos
@nanda_nogueira

5 comentários:

dudacampos disse...

Vale a pena dar uma lida no livro do Chris Anderson: Cauda Longa. Ele explica como os "pré-filtros" (geralmente editoriais) são necessários em economias de escassez de espaço (prateleiras) e como os "pós-filtros" (que vão de tags, keywords, referencias cruzadas, pagerank do google, etc) revolucionaram a produção e o consumo de conteúdo. Como é fácil hoje encontrar o que você procura e não, o que "pré-selecionaram" para você ler.
[]s @dudacampos

Elton Vinicius Silva disse...

O Luli Radfahrer falou sobre esse assunto na palestra que realizou no Planeta DATASUL 2008 (http://videolog.uol.com.br/video.php?id=364243)

"Web2.0 não é um invenção tecnológica, é uma resposta tecnológica para um demanda social, para um desespero social de um ser humano que foi comprimido numa panela de pressão. O meio digital ( blogs, twitter, ...) é justamente a válvula de escape."

Fernanda Nogueira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Fernanda Nogueira disse...

Olá @dudacampos
Já li sobre este livro, não lembro bem se foi no "blogging heroes" ou no "web 2.0 heroes". Me pareceu um pouco complicado na sua didática, mas pelo que você explicou me pareceu mais fácil. Vou dar uma olhada e te falo o que achei ok?

Abraços
@nanda_nogueira

dudacampos disse...

Fernanda, foi no "bloggin heroes", mas a citação é muito superficial. Vale re-ver o "Os novos formadores de opinião, capítulo 07 - Cauda Longa, principalmente o quadro na página 120. rs
Nossa, desde a faculdade não citava fonte com tamanho detalhe. rs