segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

News da Semana: Viver bem, com pouco


Na reportagem de capa da revista Época dessa semana (que chegou aos assinantes na quarta-feira, pois jornalista também é filho de Deus e merece folga pelo menos no Reveillon) aparece o seguinte título "Viva melhor com menos". Segundo a reportagem, tendo entre os impulsores a crise mundial, está na moda agora viver sem extravagâncias, eliminando de vez a sindrome do NDA em alto grau (NDA = Necessidade De Aparecer).

Ao invés disso, temos em foco a vida simples, baseada apenas naquilo que é necessário para se viver e bem, buscando coisas que lhe tragam um algo a mais que apenas viver com apenas Posses, ao invés de Ser e Sentir. São ideias que propõem uma revisão radical das escolhas e dos hábitos de consumo. No lugar da gastança, o comedimento.

Atrelado a isso, temos a questão do tempo, da urgência X importância. A falta de tempo não nos permite fazer coisas importantes, estar com pessoas que gostamos - no tempo necessário, e não no que sobrou dele. Pelo contrário, por conta da falta dele e da urgência, o trabalho exige eficiência (tudo pra ontem), a comida é fast-food, entre outros zilhões de exemplos.

A reportagem propõe uma reflexão a respeito disso com exemplos interessantes: do americano (acho que seu nome é David)que propôs em seu blog viver apenas com 100 itens, que são definidos juntos com os leitores, e conseqüentemente como ele está se adequando com essas "faltas". E de uma cidade japonesa Kakegawa que se autointitulou a primeira cidade “slow” do mundo. A prefeitura lançou um manifesto com ideias para uma vida mais saudável – e devagar:a população de 118 mil habitantes foi conclamada a andar a pé, construir casas com bambu e papel e cultivar o hábito do tradicional chá japonês, ela passou a tomar medidas para negociar a redução da carga horária dos trabalhadores da cidade.

Na minha singela opinião, apesar de uma ótima ideologia, de ser algo desejado pro muitos, não vejo se algo passível de ser feito e difundido tão logo. Parabéns para aqueles que conseguem este feito, mas pelo menos não me vejo sendo tão assim, simples. Vejo que, as pessoas que conseguem - ou pelo menos acredito que seja assim, talvez - tenham maturidade e vivência significativa para perceber que podemos viver assim e nos adaptar a isso.

Nenhum comentário: