Uberlândia, 25 de janeiro de 2009.
Esta "carta" aberta tem como objetivo apresentar minhas impressões a respeito dos últimos acontecimentos que passei. Como este é um blog pessoal, apesar de também ter noticias e fatos diversos, reflexões, sugestões, e afins - que proporciona discussão entre leitor e escritor - é um espaço que colocarei também impressões pessoais a respeito de fatos particulares.
O que me leva a escrever sobre o assunto de hoje é fazer a apresentação de um fato - que me deixou chateada - e a análise que estou tendo dele desde então. Não pretendo mostrar inúmeras lamentações, ter o estigma de coitadinha ou coisa do tipo. Apenas vou apresentar um fato, suas impressões e conseqüentemente suas reflexões.
[IMPORTANTE: A minha intenção aqui não é me inferiorizar ou me valorizar em relação a esta análise, é apenas analisar - pura e simplesmente.]
Começarei esta carta de uma maneira que o consultor Max Genhringer costuma iniciar seus artigos na revista Época - com a origem das palavras. Acho interessante pois é através da origem das coisas e palavras que podemos simplificar, refletir e solucionar (quando possível) os acontecimentos.
Assim...
AMIZADE; AMIGO - do latim amicitia, amicus, relativo a AMARE - amar. Significado: Afeição, estima, dedicação recíproca entre pessoas.
EXPECTATIVA - do latim medieval expectativa, feminino substantivado do latim medieval ex(s)pectativus,a,um (documentado em latim medieval no sentido gratia expectativa), derivado do radical ex(s)pectatum, supino1 do verbo ex(s)pectāre, "estar na expectativa de, esperar, desejar, ter esperança". Significado: situação de quem espera a ocorrência de algo, ou sua probabilidade de ocorrência, em determinado momento.
Há exatos 7 dias comemorou-se o meu aniversário, uma situação onde qualquer nobre aniversariante espera que ocorra apenas coisas boas, que estejamos ao nosso redor repleto de TODAS as pessoas as quais temos dedicação Recíproca. Pois bem.
Neste dia tive momentos muiiito bons, me diverti horrores, mas esperava que Algumas pessoas, as quais a Minha dedicação eu pensava que era "recíproca", não foram.
O fato de terem confirmado e depois não terem ido cabe inúmeraas justificativas, sejam elas desculpas (esfarrapadas inclusive)ou plausíveis. Mas o foco está no fato: Não foram e ponto.
E é justamente nestes momentos que analisamos o todo e neste momento cabe sim a análise etimológica das palavras apresentadas acima:
Amizade - dedicação RECÍPROCA
Expectativa - Espera da ocorrência de algo
Até quando, até que ponto a dedicação afeituosa foi Recíproca? E até que ponto a espera que estas pessoas aparecessem neste momento foi determinante para o todo?
Tudo bem, tiveram outras pessoas, colegas ou amigos que aparecerem, ou que justificaram, inumeros outros mandaram seus recados, mas como acredito que NINGUÉM é SUBSTITUÍVEL - Todos eles, inclusive e especialmente os que "deram o bolo" - fizeram falta.
Aí neste momento entramos com a análise da situação e da Reciprocidade da relação. Será que essa reciprocidade existiu em niveis comuns, ou será que estavam desnivelados, alguém sendo supervalorizado em detrenimento de alguém que não se valorizou tanto. Em outras palavras: pessoas que eram consideradas megas amigas, me consideravam apenas boas colegas (ou vice-versa - o que é bem pior!).
Por que isso tudo aconteceu?Por que pode ter sido assim desnivelado? Por que foi necessário isso acontecer, vivenciar isso? Onde estão meus erros, meus acertos e o que poderei modificar?
Não posso negar e não vou negar que esta situação com essas pessoas especificas me deixou, de fato, muito chateada.
Por mais motivos que tivessem, era o MEU Dia. Além disso, caiu num fim de semana, sábado... ótimo dia para saídas e comemorações. A oportunidade estava lá, era só fazer acontecer.E essas pessoas, não fizeram. Não foram recíprocas em celebrar comigo esta data, de provar este amor, esta afeição que pensei (com muito ou pouca intensidade) ter dessas pessoas.
As pessoas que tiveram comigo sabem que fizeram a diferença no meu dia, no meu momento e na minha vida. E é justamente esta dicotomia estranha que me fez estar aqui,escrevendo.
Bem, como dizem que aniversário é igual Ano Novo,você tem que sempre mudar, evoluir para que os seus desejos aconteçam...resolvi, desde então mudar. Acredito que só poderei analisar tudo isso, só poderei modificar tudo isso, se eu rever e recomeçar tudo isso. Assim, diante de tantas perguntas que me fiz e tenho feito desde então, resolvi parar tudo e refletir cada uma.
A 1ª coisa que posso concluir é que por mais sarcástico que isso seja, foi no momento certo. Foi o momento certo por vários motivos:
* Este é o primeiro ano que posso focar 100% em mim (afinal solteira e formada, agora quem define meus passos SOU Eu)
* 1 ano antes dos 25 anos - para quem não sabe sempreee tive uma "fissura" muito intensa e grande pelos 25 anos: já pensei em casar, engravidar (isso Não me pertence Mais!!Amém), penso fazer um book estiloso, uma mega festa, viajar pra fora...tudo aos 25 anos. Por isso, tenho 360 dias para me ajustar rumo a explosão que será meus 25 anos,ou seja, reflexões e atitudes de mudanças tinham que ocorrer aos 24 anos.
Em 2º lugar, sempre cuidei muitooo bem do meu lado profissional, tudo que conquistei nele foi mérito unicamente meu, e tudo que venho conquistando também está no mesmo esquema. Sempre que o lado pessoal cambaleava, eu focava ainda mais no profissional, pois neste eu tenho controle e sempre foi virtuoso.
Mas não é assim que funciona as coisas, por isso eu precisava de levar um puxão pra acordar e ver o que está de fato, ocorrendo na minha vida como um todo. Na verdade acredito muito que Todas as pessoas passam por isso, ou vão passar...É algo necessário.
Neste momento, a reflexão que faço é que preciso rever tudo e recomeçar tudo mesmo. E isso deve começar simultaneamente por mim e com as pessoas que estão ao meu lado - as que são ou foram consideradas amigas (os). O meu foco está em saber EXATAMENTE o que quero para a minha pessoa e o que eu buscarei, de fato,em pessoas para que eu as considero amigos, sem ter uma relação desnivelada, esquisita - e assim não ter que passar por momentos como estes.
Agora, estou totalmente voltada para isto, me analisando profundamente e analisando as relações interpessoais que tinha até então. Eu tenho a clara noção que posso ter colocado pessoas em locais, categorias, ou melhor ter exigido dos outros aquilo que eles não eram, não podiam oferecer ou ainda, que não queriam oferecer - mas que inconscientemente eu forçava acontecer.Da mesma forma que eu posso ter ficado aquém de pessoas que em suas relações me consideravam mais que eu podia/queria oferecer.
Por isso, resolvi equilibrar esta equação...colocar todos no mesmo nível e ver exatamente o que quero oferecer e receber de cada pessoa, para ser uma relação afeituosa positiva, relevante, e diferenciada.
Assim, termino esta carta para dizer:
* para todos em geral, que estou num processo de mudanças bem introspectivo e não tão fácil, mas será bem proveitoso para mim e para todos aqueles que queiram, de fato, estar ao meu lado, cultivando esta relação.
* para aqueles que se viram descritos aqui negativamente, que estou chateada sim, mas isso passa (só não sei como e quando). E que espero muito tê-los como pessoas (parceiros) e responsaveis pelas minhas mudanças pessoais futuras.
Abraços
Att.
Fernanda Nogueira
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